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Histórico

O Grupo de Estudo Psicanalítico do Recife foi oficialmente reconhecido pela IPA, como Organização Componente, em julho de 1988. O GEPR, no entanto, tem uma história longa. Ela tem início em abril de 1975, com a criação do Núcleo Psicanalítico do Recife, criado pela Associação Brasileira de Psicanálise, sob a responsabilidade da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro e da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro que, juntas, constituíram um sub-comitê didático para organizar a formação de uma turma de candidatos em Recife. Havia o propósito de começar a difusão da psicanálise no Nordeste do Brasil. Recife foi escolhida por sua posição geopolítica e pelo fato de contar com dois analistas da SPRJ, aqui residindo e trabalhando. Os Drs. José Lins e Lenice Sales puderam se ocupar das análises didáticas destes candidatos.


Já em abril de 1975 foram realizadas as primeiras entrevistas de seleção para os candidatos da primeira turma. A coordenação deste primeiro sub-comitê didático esteve à cargo do Dr. Leão Cabernite. Os sub-comitês didáticos foram formados por quatro analistas didatas, dois de cada uma das Sociedades Patrocinadoras do Núcleo do Recife – SBPRJ e SPRJ – sendo um destes analistas designado para a função de coordenador. Os coordenadores tinham um mandato de dois anos, alternando-se, a cada período, um analista de uma das duas Sociedades. Ao subcomitê didático – e em particular ao seu coordenador – cabiam todas as decisões referentes à formação, inclusive as de seleção de candidatos, e as de qualificação de analista. Era sua prerrogativa definir os programas dos seminários teóricos e escolher os professores.

Em novembro de 1977, foi inaugurada a sede do GEPR – sede própria – adquirida em 1978, por meio de doações dos analistas e candidatos do Recife, de analistas de outras Sociedades, e com uma pequena ajuda da ABP. Nesta mesma data, tiveram início os seminários teóricos para a primeira turma de candidatos do Núcleo do Recife. Seu coordenador, nessa época, foi a Dra. Inaura Carneiro Leão. Compuseram essa turma os Drs. Austregésilo Castro, Eldione Moraes, Ivanise Cabral, José Carlos Souto, José Fernando Santana Barros, Rubem Knetch e Sônia Lôbo (esta de Fortaleza).

Os seminários foram ministrados por analistas das duas Sociedades Patrocinadoras – com o intuito de preservar as análises didáticas, foi decidido que os Drs. Lins e Lenice não participariam dos seminários – que eram escolhidos e convidados pelo subcomitê didático. Com o passar do tempo, o subcomitê didático achou oportuno que analistas de outras Sociedades brasileiras fossem convidados para ministrar seminários, com o intuito de ampliar nossos horizontes, e difundir o trabalho realizado em Recife, incentivando uma troca de experiências mais abrangente e mais variada.

A segunda turma de candidatos foi selecionada durante o ano de 1978, pelos membros do subcomitê didático. Em janeiro de 1980, tiveram início os seminários teóricos desta segunda turma de candidatos. O coordenador, à época, era o Dr. Antônio Dutra Jr.. Formaram esta turma os Drs. Alírio Dantas Jr., Cláudio Duque, Eduardo Afonso Jr. (este de Natal), George Lederman, Icleiber Calife, Jucedy Ribeiro, Lúcia Duque, Maria Eunice Marinho e Sara Erlich.

Em Julho de 1980, foram iniciadas as supervisões oficiais dos candidatos. Inicialmente os supervisores se ocuparam dos candidatos da primeira turma, mas no final do ano de 1981, foram iniciadas as supervisões dos candidatos a segunda turma. Ao todo, cada candidato foi submetido a três supervisões oficiais. As supervisões continuaram até o fim da formação. Foram supervisores os Drs. Mário Pacheco (SBPRJ), Paulo Roberto Sauberman (SBPRJ), Inaura Carneiro Leão (SBPRJ), Henrique Hognistein (SBPRJ), Waldemar Zusman(SBPRJ), Antônio Dutra Jr. (SPRJ), Octávio Salles (SBPRJ), Luiz Emanuel Levy (SBPRJ) e Roberto Martins (SBPRJ). Os supervisores vinham a Recife uma vez por mês, no fim de semana. Para assegurar a privacidade das análises didáticas, não foi considerado oportuno que os Drs. Lins e Lenice pudessem dar supervisões aos candidatos.

A primeira turma concluiu seus seminários teóricos e clínicos em novembro de 1982. A segunda turma veio a concluí-los em dezembro de 1983. As avalia­ções e qualificações dos candidatos estavam a cargo dos membros do subcomitê didático. Para obter sua qualificação como analista, cada candidato submeteu à apreciação deste subcomitê, um total de três relatórios de supervisão clínica, e uma monografia teórica. Uma vez aprovados esses relatórios, o candidato podia escolher filiar-se a uma das duas Sociedades Patrocinadoras, passando, nesse momento, por todos os procedimentos naturais de filiação usados pela Sociedade escolhida. Em Janeiro de 1984, chegou ao Recife o Dr. Antônio Carlos Escobar que havia concluído sua formação na SBPRJ e se incorporou ao Núcleo do Recife.

Até o ano de 1983 a administração do Núcleo de Recife esteve a cargo dos analistas didatas. Com a conclusão dos seminários, o Núcleo passou a ser co-gerido pelos candidatos, que se organizavam em Comissões e elegiam um representante. O representante atuava como coordenador dessas Comissões, e, na prática, era o responsável pelas atividades do Núcleo. O Núcleo passou a desenvolver uma atividade científica regular. Havia reuniões internas e, ocasionalmente, conferências abertas ao público. Em 1984 o Núcleo organizou seu primeiro Simpósio, que versou sobre “Transferência e contratransferência”, contando com a participação dos Drs. Carlos Augusto Nicéas (SPRJ) e Octávio Salles (SBPRJ). Pelo Núcleo, apresentaram trabalhos os Drs. Antônio Carlos Escobar, Fernando Santana, Icleiber Calife, Sara Erlich e Sônia Lôbo. Em 1985 foi inaugurada a Biblioteca Lúcia Lins de Almeida, numa homenagem a esta pioneira da psicanálise em Recife, precocemente falecida.

O Núcleo Psicanalítico do Recife sempre procurou estabelecer um intercâmbio científico com analistas de outros centros. Muitos analistas brasileiros nos deram sua colaboração, participando de reuniões científicas em Recife – neste espaço será impossível citá-los. Alguns analistas de renome internacional estiveram em Recife, a convite do Núcleo, sobretudo a partir do ano de 1984. Estiveram conosco os Drs. Raquel Soifer, Isabel Lyth, René Major, André Green, Eric Brenman, Irma Pick, Joyce McDougall, Isidoro Berenstein, Sara de Berenstein, Bettu Joseph e Tertu Folch.

Em 1987 o Núcleo Psicanalítico do Recife contava com mais seis analistas: os Drs. Sara Erlich, Sônia Lôbo e Icleiber Calife, que se haviam qualificados e filiados à SBPRJ – os dois primeiros – e à SPRJ. Com os Drs. Carlos Alberto Fonsêca e Robson Mendonça, que eram filiados à SBPRJ, e passaram a residir em Maceió; e com o Dr. Francisco Pachêco, da SPRJ, que estava residindo em Fortaleza. Posteriormente, o Dr. Pachêco desligou-se do GEPR. Estimulados pelo sub-comitê didático, coordenado pelo Dr. Bruno Salésio, esses nove analistas apresentaram à IPA um pedido de reconhecimento do Núcleo, no status de Study Group, para ser apreciado na reunião do Council, durante o Congresso de Montreal. Com conseqüência desse requerimento, foi designado um Site Visit Committee para Recife, formado pela Dra. Janice de Saussure (chair) e pelo Dr. Carlos Valedon. Esse Comitê conduziu entrevistas individuais com todos os analistas e candidatos, avaliando nessas entrevistas o trabalho clínico de cada um, seu currículo, e a situação institucional. Manteve reuniões administrativas, examinando a história do Núcleo, além de participarem de uma supervisão coletiva.

Em julho de 1988, o Council reconheceu oficialmente o Grupo de Estudos Psicanalíticos do Recife, como Organização Componente da IPA. Foi nomeado um Sponsoring Committee para o GEPR, composto pelos Drs. Carlos Valedon (chair), Gunther Perdigão e Simon Brainsky. Na época de sua primeira visita, o Comitê já encontrou mais seis analistas qualificados, todos membros titulares da SBPRJ. Teve então início o processo de aprovação dos Estatutos, e o exame das condições para o início de uma turma de candidatos. Foi iniciado o processo de seleção e de qualificação de analista didatas, entre os membros titulares, e de qualificação para membros associados, entre os candidatos. Em 1989, em Roma, o Council dissolveu o Sponsoring Committee existente, por razões particulares – caso do Dr. Brainsky – e estatutárias – caso do Dr. Valedon – nomeando um outro Comitê formado pelos Drs. Gunther Perdigão (chair), Nestor Goldstein e Ramon Ganzarain, que deu prosseguimento aos trabalhos e que permanece até hoje.

Em março de 1990 foram qualificados didatas, pelo Sponsoring Committee, os Drs. Antônio Carlos Escobar, Eduardo Afonso Jr., George Lederman, Maria Eunice Marinho e Sônia Lôbo. Teve início a seleção dos candidatos para a primeira turma. Em agosto de 1990 – foram qualificados didatas os Drs. Alírio Dantas Jr., Austregésilo Castro, José Fernando Santana, Icleiber Calife e Robson Mendonça. E foram selecionados, sempre pelo Comitê Patrocinador, os candidatos que começaram a primeira turma de formação do GEPR, em setembro de 1990. Posteriormente, foram qualificados didatas os Drs. Carlos Alberto Fonsêca e Sara Erlich.

Os cursos de formação desta primeira turma de candidatos do GEPR prosseguem num ritmo normal. Aprendendo com a experiência, estamos sempre buscando aperfeiçoar os programas e métodos de ensino e de avaliação. A seleção para uma segunda turma de candidatos se desenrolou entre os anos de 1991 e 1993. Todo o processo de seleção foi conduzido pelo Comitê de Seleção do GEPR, sob a atenta supervisão do Sponsoring Committee. O início dos seminários foi autorizado, pelo Sponsoring Committee, para o mês de agosto de 1993. Seguindo a sua vocação de centro difusor da psicanálise no Nordeste, o GEPR conta com analistas qualificados em quatro Estados da federação, e temos em formação candidatos de cinco Estados. Em que pese as dificuldades impostas pelas distâncias, todos os standards da IPA são seguidos fielmente, com a supervisão do Sponsoring Committee, a quem cabe o poder de decisão, e a tarefa de orientação, sobre as decisões tomadas pelo GEPR.

Em dezembro de 1992 foi realizado o II Simpósio do GEPR, este aberto ao público, sob o tema “Psicoterapia e psicanálise”, tendo participado deste simpósio os Drs. Antônio Carlos Escobar, Fernando Santana, George Lederman e Icleiber Calife. Em 1993 se incorporou ao Grupo a Dra. Maria José de Andrade Souza, que havendo terminado sua formação na Socie­dade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, veio residir em Fortaleza.

O GEPR foi dirigido por uma Diretoria eleita democraticamente, por uma Comissão de Ensino, e por um Conselho Consultivo. Desde a criação do GEPR, recebemos as visitas dos Drs. Guy Rosolato, Joyce McDougall, Raquel Goldstein, Bernard Penot, Alain Gibeault, Paul Israel e André Green, sem citar muitos colegas brasileiros que vieram colaborar com nosso desenvolvimento.

Por decisão unânime da Assembléia de Delegados da Associação Brasileira de Psicanálise, Recife foi a sede do XV Congresso Brasileiro de Psicanálise, em outubro de 1995.

O Grupo de Estudo Psicanalítico do Recife teve quatro diretorias, eleitas bianualmente. Foram presidentes o Dr. José Lins (198919/90), o Dr. Fernando Santana (1991/1992) e o Dr. Alírio Dantas Jr. (1993/1994 e 1995/1996). Foram diretores do Instituto a Dra. Lenice Sales (1989/1990), o Dr. Antônio Carlos Escobar (1991/1992), e o Dr. Fernando Santana (1993/1994 e 1995/1996).

Em julho de 1995, no Congresso de São Francisco, o Grupo de Estudo Psicanalítico do Recife tornou-se Sociedade Provisória e um Comitê de Ligação foi nomeado, constituído pelos Drs. Samuel Arbiser (ApdeBA) e David Lopez Garza (APM). Em agosto de 1996 teve início a formação de uma terceira turma constituída por dezessete alunos. Em julho de 1999, no Congresso de Santiago, a Sociedade Provisória, tornou-se Sociedade Componente da Associação Psicanalítica Internacional, sendo sua atual diretoria composta pelos seguintes membros: Presidente: José Fernando de Santana Barros; Secretário: Jurandir Macedo Carvalho Júnior; Diretora Científica: Ivanise Ribeiro Eulálio Cabral; Diretora de Finanças: Maria Arleide da Silva; Diretora do Instituto: Maria Eunice Campos Marinho; Comissão de Ensino: Alírio Dantas Júnior, Robson Cabral de Mendonça, Maria Arleide da Silva e Telma Gomes de Barros Cavalcanti. Conselho Consultivo: Lenice Sales, Eduardo Afonso Júnior e Sônia Maria Carneiro de Mesquita Lôbo.

Como Sociedade Componente, a SPRPE através das suas diretorias eleitas nos biênios seguintes, ampliou significativamente o seu espaço na comunidade psicanalítica selecionando mais duas turmas de formação psicanalítica e a criação de quatro núcleos patrocinados pela SPRPE, em Natal, Maceió, Fortaleza e Aracaju. Foi criado o CTPP - Centro de Terapia Psicanálise e Pesquisa e o Espaço Sigmund Freud. O CTPP tem como finalidade oferecer atendimento psicoterápico e psicanalítico as pessoas de baixo poder aquisitivo e o Espaço Sigmund Freud, tem como objetivo, proporcionar uma visão panorâmica da teoria freudiana a estudantes, profissionais e outras áreas afins. Novos membros se titularam na SPRPE. Foram qualificadas as analistas de criança e adolescentes pela COCAP/IPA havendo assim a criação de um departamento especializado nessa área.

Nesse seguimento de crescimento, a SPRPE vem divulgando a Psicanálise no Nordeste do Brasil, realizando grandes eventos científicos como Jornadas, Congressos, Interfaces, Fóruns, Simpósios, Psicanálise e Cinema, Encontros Culturais, Reuniões Científicas, entre outros.

 

 

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